I-Juca-Pirama (estreia mundial)(2025)
Regência: Aldo Brizzi
Direção Cênica: Aldo Brizzi
Cenário:
Figurino: Bu’ú Kennedy e Irma Ferreira
Iluminação:
Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz
Grupo vocal lírico-popular do Núcleo de Ópera da Bahia
Grupo indígena do Povo Huni kuin (Acre)
Coro Carlos Gomes de Belém
I-Juca Pirama: Jean William (tenor)
Espírito da Terra: Graça Reis (soprano)
Cacique: Irma Ferreira (soprano)
Jaci: Milla Franco (mezzo-soprano)
Ogib: Josehr Santos (baixo)
Após ter as suas terras devastadas pelos colonos portugueses, o jovem guerreiro I-Juca Pirama, último de sua tribo, parte em busca de novos territórios e de um sentido para sua existência. Capturado pelos Timbiras, é condenado ao sacrifício, mas as suas coragem e dignidade transformam os seus algozes. Entre o dever do guerreiro e o chamado da vida, I-Juca enfrenta o conflito entre honra e sobrevivência.
Na ópera, a história se desenrola entre duas épocas — a antiga, contada por Gonçalves Dias, e a moderna, em que novas queimadas e devastações fazem o I-Juca contemporâneo reviver a busca por significado e pertencimento. Sua jornada reflete o destino de um povo em exílio na sua própria terra e o grito da floresta ferida.
Em uma dimensão paralela, o Espírito da Terra tudo vê, prevê, narra e abraça. Entre os dois tempos da história, ela é a guardiã da memória e da transformação.
Jaci, jovem Timbira frágil e encantada por I-Juca no tempo ancestral, renasce na era moderna como a sua própria descendente, jornalista que entrevista o “I-Juca” contemporâneo nas terras devastadas pelas queimadas. Um antídoto poderoso, no entanto, resiste ao avanço da destruição: a força dos sonhos e a técnica ancestral de torná-los realidade.
Assim, o mito renasce no presente, lembrando que a terra, mesmo ferida, continua a sonhar através de seus filhos.
