Ópera do Claustro (2025)
Regência: Nilson Galvão
Direção Cênica: Armando Lôbo
Cenário: Marcelo Coutinho
Figurino: Marcelo Coutinho
Iluminação: João Guilherme de Paula
Ensemble Iludens
Artista da Fome ( de Armando Lôbo)
Artista da Fome: Wanessa Mouta (atriz)
Celestino: Elias Marques (tenor)
Maurício: Luiz Kleber Queiroz (barítono)
Chica: Karla Karolla (soprano)
Desachados e Perdidos (de Victor Luiz)
Vendedor de Lágrimas / Pedreiro: Elias Marques (tenor)
Motorista: Karla Karola (soprano)
Pitonisa / Ônibus: Anastácia Rodrigues (mezzo-soprano)
Artista da fome (Armando Lôbo) é baseada em conto de Franz Kafka e, segundo Lôbo, “amplifica de forma fantástica os anseios imateriais do artista”. “A ópera põe em cena o espetáculo grotesco de uma artista esquálida que, dentro de uma jaula, expõe seu jejum ao público durante muitos dias. A exibição é organizada por um empresário amoral, que fiscaliza a jejuadora, assegurando a todos que a moça não está ingerindo nada, a não ser água em um minúsculo copo de barro.”
Já Desachados e perdidos (Victor Luiz) é uma ópera de caráter ao mesmo tempo social e mágico. “Reflete poeticamente sobre o tempo desperdiçado devido à precariedade do transporte público no Brasil. O enredo soma canções de lamento por subjetividades contrastantes, incluindo o próprio ônibus como personagem/sujeito.”
As duas obras são apresentadas simultaneamente e no mesmo espaço físico. Segundo os autores, “a performance alternará momentos de simultaneidade, fusão e intercalação entre as duas obras, em uma convulsão narrativa que concilia lirismo e terror”.
