Marcos Bernstein e Flávia Bessone (Libretista)
Cidade: Belo Horizonte
Datas: 19, 21 e 23 de setembro
Equipe

Regência: André Brandt

Direção Cênica: Julianna Santos

Cenário: André Cortez

Figurino: William Rausch

Iluminação: Wagner Pinto

Orquestra Sinfônica de Minas Gerais

Coral Lírico de Minas Gerais

Regente do Coral: Maria Clara Marco Fernández

 

 

Elenco

Chica da Silva: Marly Montoni (soprano)

João Fernandes: Ewandro Stenzowski (Tenor)

Antônio Pereira: Leandro Abreu (Baixo-barítono)

Bonifácio Antunes: Santiago Villalba (Barítono)

Caetano Matoso: Giovanni Tristacci (tenor)

Costureira 1/Mucama 1/ Imagem de Chica 2: Edna D’Oliveira (soprano)

Costureira 2/Mucama 2/Imagem de Chica 1:  Andreia de Paula (soprano)

Assunção do Brocado/Imagem de Chica 3: Edineia Oliveira (mezzo-soprano)

Costureirinha/Esposa 1: Indaiara Patrocínio (soprano)

Menino Mensageiro: Isadora Ficher Fonseca

Rita, Filha de Chica: Chiara Santoro (soprano)

Ana, Filha de Chica: Edileuza Ribeiro (mezzo-soprano)

Padre Antonil: Lício Bruno (barítono)

Zima: Ariádna Fernandes (soprano)

Adario/Tenor Colonial: Júlio Mendonça (tenor)

Esposa 2: Melina Peixoto (soprano)

Esposa 3: Bárbara Brasil (mezzo-soprano)

 

Sobre a ópera

Chica nasceu entre 1731 e 1735 no Arraial do Milho Verde (Serro). Ela era filha de Antônio Caetano de Sá, um militar português, com Maria da Costa, uma escravizada.  Em sua juventude, Chica é vendida ao médico Manuel Pires Sardinha, com quem tem seu primeiro filho, Simão Pires Sardinha.

Em 1753, Chica é comprada pelo desembargador João Fernandes de Oliveira, riquíssimo controlador da extração dos diamantes no Tijuco (Diamantina). Ele a alforria logo depois. Ainda que a Igreja e as leis coloniais proíbam seu casamento oficial, eles vivem em regime de concubinato estável durante 17 anos. Tiveram 13 filhos, todos reconhecidos pelo pai e portando seu nome, fato raro à época.

Em 1770, João Fernandes volta a Portugal para receber a herança do pai, levando consigo alguns de seus filhos homens, que receberam educação e ocuparam importantes cargos no Reino. Ele deixa para Chica imensa fortuna, uma grande casa (ainda hoje preservada) e numerosos escravizados. Chica utiliza sua riqueza para a educação dos filhos nas melhores escolas europeias e para casar suas filhas com homens brancos da elite local.

Ela morre no dia 15 de fevereiro de 1796. Consolidando sua integração à mesma elite branca, ela é enterrada no interior da igreja de São Francisco de Assis, privilégio então reservado às pessoas mais ricas e influentes. Afinal, quem foi, ou quem era, Chica da Silva? Uma rainha excêntrica que dominava seu amante por seus charmes e sensualidade ou uma mulher inteligente que soube utilizar as brechas jurídicas e econômicas do sistema colonial para se emancipar? (texto retirado de https://fcs.mg.gov.br/evento/opera-chica-da-silva/)