Chica da Silva (estreia mundial)(2026)
Regência: André Brandt
Direção Cênica: Julianna Santos
Cenário: André Cortez
Figurino: William Rausch
Iluminação: Wagner Pinto
Orquestra Sinfônica de Minas Gerais
Coral Lírico de Minas Gerais
Regente do Coral: Maria Clara Marco Fernández
Chica da Silva: Marly Montoni (soprano)
João Fernandes: Ewandro Stenzowski (Tenor)
Antônio Pereira: Leandro Abreu (Baixo-barítono)
Bonifácio Antunes: Santiago Villalba (Barítono)
Caetano Matoso: Giovanni Tristacci (tenor)
Costureira 1/Mucama 1/ Imagem de Chica 2: Edna D’Oliveira (soprano)
Costureira 2/Mucama 2/Imagem de Chica 1: Andreia de Paula (soprano)
Assunção do Brocado/Imagem de Chica 3: Edineia Oliveira (mezzo-soprano)
Costureirinha/Esposa 1: Indaiara Patrocínio (soprano)
Menino Mensageiro: Isadora Ficher Fonseca
Rita, Filha de Chica: Chiara Santoro (soprano)
Ana, Filha de Chica: Edileuza Ribeiro (mezzo-soprano)
Padre Antonil: Lício Bruno (barítono)
Zima: Ariádna Fernandes (soprano)
Adario/Tenor Colonial: Júlio Mendonça (tenor)
Esposa 2: Melina Peixoto (soprano)
Esposa 3: Bárbara Brasil (mezzo-soprano)
Chica nasceu entre 1731 e 1735 no Arraial do Milho Verde (Serro). Ela era filha de Antônio Caetano de Sá, um militar português, com Maria da Costa, uma escravizada. Em sua juventude, Chica é vendida ao médico Manuel Pires Sardinha, com quem tem seu primeiro filho, Simão Pires Sardinha.
Em 1753, Chica é comprada pelo desembargador João Fernandes de Oliveira, riquíssimo controlador da extração dos diamantes no Tijuco (Diamantina). Ele a alforria logo depois. Ainda que a Igreja e as leis coloniais proíbam seu casamento oficial, eles vivem em regime de concubinato estável durante 17 anos. Tiveram 13 filhos, todos reconhecidos pelo pai e portando seu nome, fato raro à época.
Em 1770, João Fernandes volta a Portugal para receber a herança do pai, levando consigo alguns de seus filhos homens, que receberam educação e ocuparam importantes cargos no Reino. Ele deixa para Chica imensa fortuna, uma grande casa (ainda hoje preservada) e numerosos escravizados. Chica utiliza sua riqueza para a educação dos filhos nas melhores escolas europeias e para casar suas filhas com homens brancos da elite local.
Ela morre no dia 15 de fevereiro de 1796. Consolidando sua integração à mesma elite branca, ela é enterrada no interior da igreja de São Francisco de Assis, privilégio então reservado às pessoas mais ricas e influentes. Afinal, quem foi, ou quem era, Chica da Silva? Uma rainha excêntrica que dominava seu amante por seus charmes e sensualidade ou uma mulher inteligente que soube utilizar as brechas jurídicas e econômicas do sistema colonial para se emancipar? (texto retirado de https://fcs.mg.gov.br/evento/opera-chica-da-silva/)
